Griô é o “abrasileiramento” da palavra francesa griot,
usada por jovens africanos que foram estudar em universidades
francesas. Movidos pela preocupação com a preservação de seus
contadores de histórias, que carregam consigo a tradição oral
(“a morte de um griot representa um incêndio em uma biblioteca”,
diziam), consolidaram um conceito e uma atividade secular entre
seu povo, também expressado na palavra dielis. São pessoas que
por diversas razões, circunstâncias e habilidades, acumularam
conhecimentos que pertencem às suas comunidades e que podemos
entender como “patrimônio cultural imaterial”. São as práticas,
representações, expressões e técnicas - junto com os
instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são
associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos,
os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio
cultural. Este patrimônio cultural imaterial é transmitido de
geração a geração.
Aproximando-se do Programa “Living Human Treasures”,
literalmente: Tesouros Humanos Vivos, da UNESCO, a ação Griô –
Mestres dos Saberes, visa preservar esses bens, incentivando a
transmissão desses conhecimentos acumulados, das habilidades, do
“saber fazer”. Como forma de potencializar essas ações que já
ocorrem, o programa buscará parcerias com os Ministérios do
Trabalho, da Previdência Social e da Educação para dar apoio
financeiro e material a esses Mestres dos Saberes, para que
continuem, com menos dificuldades, a preservar e reinventar
nossa cultura.

A Ação Griô já se encontra implantada no Ponto “Cultura ao
Alcance de Todos” Viva e Beneficia diretamente 05 Griôs e 01
Grão de Luz, que repassam suas vivencias para crianças,
adolescente e jovens do Ponto.